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A sustentabilidade gastronômica ao nosso alcance

O último Língua Afiada do mês de julho aconteceu na quinta-feira, 23/07, no MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal e trouxe o tema “Gastronomia sustentável e o desenvolvimento local”. A convidada da noite foi a chef Rosilene Campolina, mestranda em Gestão Social, Educação e Desenvolvimento Local, docente no Centro Universitário UNA e curadora do Festival Cultural e Gastronômico Cachaça Gourmet. Campolina falou sobre a ecogastronomia e como ela pode ajudar no desenvolvimento local. “O primeiro passo é ‘ecoalfabetizar’ as pessoas, ou seja, conscientizar as futuras gerações sobre os problemas ambientais e sociais que vivemos, como o aquecimento do planeta, a perda da biodiversidade, o esgotamento dos recursos naturais. A sustentabilidade gastronômica pode ser viável se houver envolvimento entre homem, produto, território e cultura. A gastronomia sustentável diz repeito a tudo isso, é sobre nossas escolhas, sobre as formas de produção, de consumo, de alimentação e de relacionamento com o planeta e com as comunidades.”, disse Rosilene.

 

Alguns dados sobre o desperdício de comida no Brasil e no mundo foram trazidos para a palestra de Rosilene para enfatizar a necessidade do “aproveitamento total do alimento”, termo mais atual que, segundo a especialista, substitui a expressão “alimento reaproveitado”. “Cerca de 64% do que se planta no Brasil é desperdiçado ao longo da cadeia produtiva, metade da comida do mundo vai para o lixo, o desperdício de alimentos é o terceiro maior fator de emissão de gás carbônico no mundo. São dados alarmantes que apontam a necessidade de se aproveitar totalmente os alimentos. Se nós soubéssemos, por exemplo, que a casca da banana tem mais vitamina do que a própria fruta, nós não jogaríamos no lixo. Então, temos um problema também de educação e cultura nesse debate.”, frisou.

 

Segundo a palestrante, ainda há pontos a serem considerados para o sucesso da gastronomia sustentável, como a valorização dos pequenos produtores, a agricultura familiar, o combate ao desperdício, o resgate da cultura local e o desenvolvimento local, medidas que precisam ser tomadas para desenvolver as capacidades humanas dos moradores de uma determinada região a favor do plantio e da colheita cada vez mais conscientes e sustentáveis. “Dessa forma, todos saem ganhando: o meio ambiente, que sofre menos com agrotóxicos, a população, que tem acesso aos alimentos frescos e saudáveis, os pequenos produtores, que podem ver seu negócio prosperar,enfim, criamos um ciclo harmonioso, saboroso e sustentável.”, concluiu Rosilene. A chef ainda trouxe alimentos para degustação no final da palestra e alguns produtos que foram sorteados para os participantes. Maria Ercília, que trabalha com gastronomia, foi uma das sorteadas da noite e disse ter ficado muito satisfeita com o encontro. “Precisamos de mais eventos de gastronomia como esse. Foi muito didático e enriquecedor. Parabéns!”, comentou.

 

O Língua Afiada é um programa do Toda Quinta e Muito Mais, patrocinado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Ministério da Cultura) por meio da Gerdau, mantenedora do Museu.

 

 

 
 
     
 

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